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Ao longo de sua trajetória artística, atuou com
vários artistas, como Chico Buarque, Jorge Benjor, Benito
de Paula, A Cor do Som, Tim Maia, Joyce, Paulinho Boca de Cantor,
Carlinhos Vergueiro, Pepeu e Baby Consuelo, entre outros, além
de artistas conterrâneos seus, como Isabela ladeira, Rosana
Brito, Luizinho Lopes, Márcio Hallack, Mauro Continentino,
Messias Lott, Tânia Bicalho, Miriam Tostes, Ana Terra, Cristiane
Visentim, Marcela Lobo, Marília Galvão, Fernando
Barreto, Américo Scarpelli, Arnoldo Boson, Knorr, Mário
Nalon, Janaína e Zuza, entre outros.
Joãozinho
começou a tocar ainda na infância, quando assistia
aos ensaios da Banda de Música da Igreja de São
Mateus sob a regência do Maestro Itaboray. Promoviam ensaios
do grupo de baile do qual o tio participava na sua residência.
As sessões de improviso na casa da Rua Barão de
São Marcelino com a Rua Morais e Castro foram o início
de uma história que tomou força com a participação
na matinê dançante no Sindicato dos Sapateiros de
Juiz de Fora. A partir daí, o percussionista, ou ritmista,
como prefere ser conhecido, não parou mais. Ficou sem tocar
por quase dez anos quando sua família mudou-se para o Bairro
Paineiras, por volta de 1943. Trabalhou numa loja de brinquedos
Branca de Neve. Acabou retornando ao conjunto de seu tio e reiniciando
sua carreira musical.
"A
mãe de Joãozinho queria que ele tocasse saxofone
e joãozinho aprendeu a tocar Luzes da Ribalta só
para agradá-la."
Passou
pelo J. Souza, Celsinho, Dornellas e Orquestra do Tim (antigo
J. Guedes), Jordano, Orquestra de Waldyr de Barros na antiga PRB-3,
Edmundo Vilani Cortês, Raffa´s, Conj. Copacabana,
Meia-Noite, Dimensão Sete, fez um duo com o tecladista
Fabinho no Xanâ Shop e depois partiu para Belo Horizonte
a convite do Tibério para tocar com Célio Ballona.
Tocou
em São Paulo a convite de Mozart Terra acompanhando a cantora
Ana Maria Brandão no "Paraíso do Samba".
Com a tutela de Miltinho Brito, bateirista do Quinteto Onze e
Meia foi apresentado a Benito de Paula, artista top da MPB no
início dos anos 70. Acompanhando o compositor de “
Meu amigo Charlie Brown”, ele passou para a banda Admiral
Jorge V que depois veio a chamar-se Banda do Zé Pretinho,
ou melhor, para a compainha de Jorge Benjor com quem viajou para
a Europa onde gravaram ao vivo no Olympiá em Paris, o disco
no qual ele cita Joãozinho que executa um solo de timbales
(1975).
Foram
quase dez anos viajando por varíos países até
que veio o convite de Baby e Pepeu.
“Aprendi
a tocar cuíca a pedido da Baby que queria o som do instrumento
numa música num show em Nova York”,
lembra ele, que se sente à vontade no palco embora seja
tímido para contar suas histórias.
Com Chico Buarque,
partiu para uma turnê na Córsega, que acabou rendendo
um disco ao vivo no Lê Zenith em Paris e apresentações
em diversos países da Europa (1980).
Com a Joyce fez
uma temporada no Rio Jazz Club, apresentações em
algumas capitais do Brasil e a participação na gravação
do disco "Línguas e Amores" em Nova York.
Mesmo tendo viajado
por vários países do mundo, Joãozinho nunca
conseguiu passar um longo período longe de Juiz de Fora.
Seu primeiro
CD - Ritmo do Tempo, cujo repertório inclui “ De
volta ao samba”, de Chico, além de “Teimosia”
e “Possibilissamba”, ambas de Carlinhos Vergueiro,
é consequência de sua paixão pela música
e a harmonia existente entre joãozinho e os vários
músicos que participaram deste CD. Resultado da amizade
e calor humano com o qual ele sempre nos presenteia em suas apresentações.
“Eu
tenho a cara de Juiz de Fora. Todo mundo
brinca comigo porque eu fiquei aqui, ao invés de sair...
Esta cidade é minha paixão. Por isso, sou a cara
de JF. Uma vez numa roda de amigos, bati o pé no chão
do Parque Halfeld e disse: isso aqui é nosso... Nós
mandamos aqui." |